De vez em quando dou uma pesquisada básica pelo meu nome no Google. E, muito mais de vez em quando, encontro coisas incríveis. Como esse blog de uma leitora super fofa que conheci em Americana, São Paulo. Fiquei feliz demais com esse presente.
Algumas das coisas que ela disse sobre mim:
“Nossa, nossa! Eu tenho tanto pra falar sobre o quanto ela é legal que nem sei por onde começar...
Assim que ela começou a falar ela se mostrou alguém super especial e mágica.
Eu disse que ela é engraçada? Pois ela é. Eu disse que ela é super-hiper-legal? Pois ela é. Eu disse que ela sabe escrever muito bem e que conta histórias ainda melhor? Pois ela escreve e conta desse jeito mesmo.
Ahh, gente, eu cheguei nostálgica em casa e como se fosse uma criança!”
Não é para ficar emocionada, gente? *_* Pois eu fiquei.
É engraçado o quanto não fazemos ideia do quanto podemos tocar uma pessoa numa simples conversa. Confesso que me surpreendi com os elogios à minha, digamos... eloquência.
Eu SEMPRE fico nervosa antes de falar em público. Na verdade, acho que sou um desastre, embora já tenha ouvido o contrário algumas vezes. Pessoas de bom coração, certamente.
Aqueles olhinhos brilhantes esperando que saia algo interessante da minha boca são aterradores. Mas a verdade é que, se de um lado é aterrorizante, por outro é maravilhoso. Tá! Eu sei que isso é meio doido. Vai entender... Coisa de escritora... Ambiguidade, “ser ou não ser”, sabe como é... Mas é verdade.
Acho que ainda tenho um pouco da timidez da infância, quando era completamente muda em sala de aula. Deviam ter me dado o prêmio de menina mais bem comportada da escola. Não deram. Uma injustiça!
Só comecei a me relacionar verbalmente com pessoas desconhecidas a partir da 7a série, quando entrei no grupo de teatro da escola. Aí eu virei um monstro.
Mas ainda sou um pouquinho tímida e se continuo insistindo em aceitar convites para tagarelar em público é porque eu realmente adoro dividir com as pessoas o que aprendi sobre literatura ao longo dos anos, tanto na faculdade de Letras quanto nas minhas incansáveis (e deliciosas) pesquisas; adoro falar sobre os milagres que a leitura fez na minha vida, sobre o processo de criação e sobre como é incrível descobrir mundos novos através da literatura.
Outro dia me disseram que é impossível um tímido fingir ser extrovertido. Acho que essa pessoa nunca sentiu timidez na vida. Pode perguntar para qualquer um que já sentiu as bochechas esquentarem incontáveis vezes, se ele sabe o que é fingir NÃO SER tímido. Ele sabe, podem acreditar.
Me lembrei agora de uma entrevista com o escritor Fernando Sabino, que é um tímido assumido, na qual ele falava exatamente sobre isso. Acontece que na hora não lembrei do Sabino, mas da minha primeira aula de teatro, nos tempos de colégio, quando o professor falou que para nos expressarmos bem era preciso superar os medos e a timidez, passar por cima deles, nem que para isso fosse preciso fingir. Engraçado que já não lembro o nome dele, mas aquela aula me marcou bastante.
E lembrei também de uma das mais famosas frases de Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”.
Então é isso. Posso até ter tido sucesso em “fingir” ( que palavrinha forte!) ser bem extrovertida às vezes. Mas que eu amo falar sobre livros, ahhh isso eu amo! E vou continuar tagarelando por aí enquanto me quiserem ouvir.
Lá vai então um super-hiper-ultra beijo agradecido para essa garota muito fofa e antenada, que adorou me ouvir. A Brrrruna (assim, bem chique, com sotaque francês, como ela falou e eu achei super estiloso).
Para quem quiser ver o blog dela e ler a matéria inteira, é aqui:
http://relatosdegarota.blogspot.com/2011/10/mae-hoje-na-escola-foi-tao-legal.html

1 comentários:
Essa tal timidez, mas há sempre também a eterna confusão do leitor ver na obra a própria personalidade do autor
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