Mês passado participei da Feira
Literária da Escola Municipal Irã, no Rio de Janeiro. Quero agradecer a todos
que estiveram lá para me ver e às inúmeras palavras de carinho que recebi dos
alunos, pais, responsáveis e professores. Os meus sinceros parabéns a toda a
equipe de professores que fez um trabalho de primeira, bem organizado e
variado. Trabalho que deveria ficar como exemplo para outros professores.
Recebo muitos convites para ir a
escolas, coisa que realmente gosto de fazer. Não há nada como encontrar frente
a frente os leitores e saber o que eles acham do nosso trabalho. Pode acreditar
que eles têm sempre a resposta na ponta da língua, e resposta para lá de sincera,
porque se tem algo que crianças e jovens esbanjam é sinceridade. E eu acho isso
maravilhoso!
Mas, infelizmente, alguns desses
convites me deixam bastante triste, porque algumas escolas pensam
que o escritor tem que fazer o trabalho deles.
É claro que a nossa visita, esse
contato direto com escritores e ilustradores, é uma ferramenta poderosa na
democratização da leitura. E eu realmente acredito que quando passamos o amor
que temos pelos livros, plantamos uma sementinha no coração dos jovens leitores,
que certamente dará bons frutos no futuro. Mas o escritor deve ser o elo final
deste processo e não o início. O livro em primeiro lugar, minha gente!
Não foram poucas as vezes em que
fui a colégios onde ninguém me conhecia e sequer tinha lido um livro meu. Alunos
dispersos, sem noção do que aquela desconhecida fazia ali. Até porque, contar
história e falar da importância da leitura, a professora, bem ou mal, também o faz.
E se a coisa é bem feita, se o aluno for apresentado antes aos livros daquele
determinado autor, se estiver familiarizado com seu estilo e personagens,
quando finalmente o encontra em pessoa, a emoção é outra, totalmente diferente.
É a conclusão de um processo. E pode ter certeza de que dá resultado.
Mas felizmente isso foi no início
da minha carreira. Hoje em dia, se noto que não foi programado um trabalho
anterior à minha visita procuro sugerir algumas coisas. O chato é que tem gente
que ainda se ofende, por mais gentil que eu seja. Mas essa é uma história de
final feliz e por isso quero dividir com vocês.
Minha visita à escola Irã foi muito
gratificante. Vários livros meus foram lidos e trabalhados em aula antes da
minha visita, até uma peça fizeram em minha homenagem! Minha participação foi
de conclusão de um projeto para lá de bem feito.
Orgulhosa que só, ao lado do meu cartaz
Sendo entrevistada por um aluno
Peça baseada no meu livro Medo de quê?
Autógrafos
Essa é a Margareth, professora da Sala de Leitura que fez tudo acontecer
Minha querida amiga Lúcia, que coincidentemente cursou a especialização em Litereatura Infantil e Juvenil comigo na UFRJ
Não são uns fofos?
Equipe reunida
Ganhei até presente
Não resisti em mostrar. Olha que legal! A caixa de bombons tem a forma de um livro. Amei!
E a melhor parte: hora dos autógrafos, beijos, abraços e fotos
Olha que lindinha. Ainda com o figurino da apresentação
Mais fotos com alunos, pais e professores, no arquivo do canto esquerdo da página, lá em cima

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